Para variar eu dormi assistindo ao Oscar, mas ao verificar a lista de vencedores hoje cedo, descobri que não perdi muita coisa, a premiação foi bem obvia.

Mas vamos direto pra parte que eu mais gosto, os curtas animados.

Dimanche

Animação tradicional, com traço “sujo”, que conta sob um olhar infantil, como quebrar a rotina dos domingos cinzentos.

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Animação em CG, conta a historia de Morris Lessmore, que tem sua ciade, casa e livro carregado por uma tempestade. Enquanto ele tenta remontar seu seu livro, ele encontra um livro simpático que leva a um novo lar e uma nova vida.
Muito bom, de juntar lagriminhas nos cantos dos olhos. Não é atoa que foi agraciado com o premio da academia.

La Luna

A história gira em torno de um menino que está crescendo em circunstâncias especiais. Em uma noite, seu pai e seu avô o levam para conhecer seu ofício. Em um velho bote de madeira, eles seguem para o mar e, sem terra à vista, param e esperam. Uma grande surpresa.

Infelizmente não conseguir achar nenhum link para o filme completo, segue apenas um dos vários trechos disponíveis no youtube.

A Morning Stroll

Esse é mais um que eu não vi, pois não consegui nenhum link e não faço a mínima idéia de onde assistir. O curta conta a história do encontro de um homem com uma galinha durante uma caminhada pelas ruas de Nova York. A cena se passa por 100 anos da sociedade, mostrando as diferenças dos costumes humanos. Pelo trailer parece que a animação transita em técnicas simples de animação até o uso de CG. Fiquei muito interessado.

Wild Life

O curta conta a historia de um jovem inglês que se muda para o Canadá para trabalhar com pecuária. Mas seus interesses, badminton, ornitologia e visitas ao bar, somados a saudade de casa, acabam atrapalhando sua jornada.
O curta tem uma direção de arte fantástica, os traços que parecem pinturas, junto com o ar melancólico que a animação ganha do meio para o final, tem uma sintonia perfeita.

Este foi um dos piores fins de semana da minha vida.
Nunca me senti tão deprimido, a muito tempo não passava pela minha cabeça coisas como suicídio.
Um amontoado de motivos cliches inclusive uma paixão platônica.

Mas foi tentando tirar esse monte de merda da cabeça que resolvi fazer esse video, que tb não esta longe de ser classificado como um punhado de merda.


Tudo começou a 12 anos atrás, quando a sega(via tectoy) ainda anunciava seus consoles no Brasil. Era o fim da era 32 bits e inicio da ultima geração a fazer esse tipo de menção.

Naquela época, apesar de já ter computador e internet, eu acompanhava o mundo dos games através das publicações Ação Games e Super Game Power. Foi na edição 129, de julho de 1998, essa da foto abaixo, a qual ainda guardo com carinho, onde vi a primeira vez um Dreamcast.

Um dos aspectos que mais me chamou a atenção, depois da conexão com a internet, foi o fato do console rodar um sistema operacional produzido em parceria com a Microsoft, baseado no Windows CE. Nunca ficou claro para mim o que isso significava, mas a idéia da Microsoft se envolver com consoles me atraiu.

Porem o toque de Bill Gates não foi suficiente para salvar o Dreamcast, o resto, vocês já sabem. =’(
4 anos mais tarde, desgostoso por causa da morte prematura do Dreamcast, resolvi comprar um novo console. Completamente abalado pela morte do meu ultimo console, não quis arriscar, fui direto em quem comandava a industria na época.

Tanto Sega e Nintendo com seus respectivos Saturno e Nintendo 64 falharam miseravelmente ante o império que a Sony erguia com seu Playstation, logo o Playstation 2 era a escolha mais sensata.

O tempo passou e o sucesso do PS2 me cegou, fazendo com que Game Cube e XBOX não existissem no meu universo. Alguns anos depois, eis que a nova geração despontava no horizonte com o XBOX 360.

PQP, que gráficos! PQP, uma rede dedicada! PQP, que preço! PQP, que console de de merda que se autodestrói.
O alto preço e a 3 luzes da morte me fizeram aguardar quem, por anos, nunca tinha falhado comigo.

A salvação veio na forma de um tijolo de ébano, o Playstation 3. Porem, a salvação chegou mais cara que a concorrência e sem a possibilidade de jogar copias piratas.

Resisti durante dois anos, jogando apenas os clássicos do PS2, assistindo trailers, acompanhando as novidades de longe, até que… Metal Gear Solid 4!
Não, eu não podia deixar isso passar, não era justo.

Nesse dia eu mudei minha postura.
Foda-se se é caro, eu trabalho pra que, afinal de contas.

Fui na loja, pedi um bundle do Metal Gear Solid 4 e de quebra já peguei um Call of Duty 4, afina o que é um peido pra quem ta fudido? 2500 lulinhas.

Quando falei pra minha mãe ela ficou doida.
Não, não foi ai que ele ficou doida, ela ficou doida quando eu contei que tinha gasto mais 1600 lulinhas numa TV nova para poder aproveitar todos os recursos do meu brinquedinho novo.

Porra, como eu estava feliz, sair de casa para trabalhar doía no meu peito, como a dor que uma mãe sente ao deixar seu filho na escola pela primeira vez.

Pêra ai! Isso era pra ser uma review do XBOX 360 Slim, acho que perdi o rumo da coisa.

Bem, vai ficar para um próximo post.

Sexta-feira, 23 de abril, estréia Alice no Pais das Maravilhas do meu diretor favorito Tim Burton.

Então rumei para o cinema mais próximo, ansioso para me reencontrar com o cinema de Burton, o mesmo de Edward Mãos de Tesoura e A lenda do Cavaleiro sem Cabeça, dois excelentes exemplos da dobradinha Burton/Depp.

Nos créditos inicias, ao ouvir a mágica trilha sonora de Danny Elfman, o  mesmo das trilhas de Beatlejuice, Edward Mãos de Tesoura entre outros, junto da fotografia dark comum nos filmes de Burton, me senti em casa, mas durou pouco.

A insossa Alice, agora crescida, resolve fugir no momento em que é pedida em casamento em meio a uma grande festa,  ela segue o coelho, cai na toca e vai parar no pais das maravilhas e bla bla bla, chega de spoilers.

Tinha tudo para ser uma historia fantástica, emocionante, mas não, virou apenas um apanhado de imagens bacanas em meio a uma historia parada, sem nenhum momento que você vai lembrar, discutir com os amigos ou guardar na memória.

Depp(Chapeleiro), Mia Wasikowska(Alice), Anne Hathaway(Rainha Branca) aparecem meio apagados, já Helena Bonham Carter(Rainha de Copas) se destaca, conseguindo arrancar algumas risadas.

As personagens digitais, visualmente muito bem feitas, também não se destacam, deixando claro uma das grandes falhas do filme, os diálogos fracos.

Mas nem tudo esta perdido,  tanto fotografia quanto trilha sonora estão impecáveis, dando aquele ar sombrio que eu adoro.

O visual é lindo, mesmo assistindo sem efeito 3D, acredito até que seja desnecessário.

Infelizmente não foi dessa vez que eu resgatei as sensações que tive quando vi outros filmes de Tim Burton, se você ainda não viu Alice no Pais das Maravilhas no cinema, eu recomendo que não veja, espere para alugar em DVD.

3 – Pizza fria


Ao contrario do que é disseminado mundo a fora, a pizza não tem origem na Itália, especula-se uma infinidade de origens para a nossa tradicional refeição redonda dos sábados a noite, de egípcios a gregos, passando por fenícios e hebreus.

Mas deixemos as características da pizza enquanto refeição fresca e partimos para as peculiaridades da degustação dela após armazenagem em geladeira.

Depois de resfriada ela adquire uma consistência ideal para comer com as mãos, em especial as com cobertura de queijo, já a de calabresa apresenta características mais interessantes ainda, como a suavização do sabor da cebola e a unidade do recheio que tende a permanecer no lugar.

Para acompanhar:

Coca-cola sem gás, proveniente do dia anterior, eu pessoalmente prefiro um bom copo de cafe com leite, bem quente pra contrastar com a temperatura da pizza.

Dica:

Sandwiche de pizza, sim é isso mesmo, pegue um pão francês fresco, tem que ser do dia se não vira um borrachão que não ha dentadura que de jeito, corte o pão, passe manteiga, requeijão ou maionese e o recheie com uma fatia de pizza.

2 – Pastel


Essa é para quem tem a sorte de contar com uma feira livre nas proximidades, tem que ser feira porque pastel de pastelaria ou butecos não tem o mesmo gosto, sem falar que dificilmente você consegue garapa (caldo de cana) nesses locais.

Diz a lenda que o pastel é de origem chinesa, porem o mesmo sequer existe la para aquelas bandas, oque eu encaro de forma positiva, pois provavelmente um pastel chines seria recheado de carne e repolho (bleh!).

Em teoria pastel é todo alimento envelopado em uma massa e posteriormente frito ou assado.

Para acompanhar:

Tradicionalmente catchup e vinagrete, mas a ideia aqui é dar dicas de bebidas. Nas feiras normalmente o pastel vem acompanhado de caldo de cana, porem nos últimos anos muitas pessoas optaram por agua de coco. Fora do ambiente das feiras livres, nos bares o pastel é comumente acompanhado por refrigerantes ou chopp, dando origem a clássica frase paulista “1 chopps e 2 pastel”.

Dica:

Misteriosamente os melhores pasteis são identificados pela cor da gordura onde são fritos e o grau de azia que ele provoca, assim sendo procure sempre locais onde o oleo tem um tom próximo da cor de chá.

1 – Coxinha, bolovo e afins.


A coxinha é uma alimento tradicionalmente brasileiro, composto basicamente de uma massa a base de faria e caldo de frango, recheio de frango desfiado e farinha de rosca.

A partir da receita da coxinha podemos obter um infinidade de variações de recheios e formas, citarei duas variações

Bolovo – composto de massa similar a da coxinha recheado com 1 ovo cozido, tendo como variação o tipo misto, que vem recheado de meio ovo cozido e carne bovina moída.

Salsicha empanada – composto de massa similar a da coxinha recheado com uma salsicha.

Para acompanhar:

Bebidas gasosas dos mais variados sabores ou refrescos artificiais de baixo custo.

Dica:

Muito catchup e boa sorte.